Setembro Amarelo: Profissionais e usuários do CAPS compartilham suas experiências

O assunto de hoje é o “setembro amarelo”, a campanha tem por objetivo principal prevenir e combater o suicídio. Na última quinta-feira, dia 10, o Brasil comemorou o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, e o tema escolhido para ilustrar a campanha deste ano é: “Trabalhando juntos para prevenir o suicídio”.

Um dos principais personagens desta campanha, é o CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial. Por ser um serviço de saúde disponibilizado pelo SUS, o CAPS atende diariamente pacientes que sofrem de transtornos mentais de severos a graves, como destaca a assistente social, Mariana Viganó que é coordenadora da unidade do CAPS de Capinzal, e supervisora da unidade I Microrregional do Ouro.

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Os CAPS de Capinzal e I Microrregional de Ouro contam com uma equipe altamente qualificada, com Assistente Social, Consultor em Dependência Química, Enfermeira, Médico Clinico Geral, Psicóloga, Psicopedagoga e Médico Psiquiatra. Segundo o Guilherme Schneider Mendonça, Médico Psiquiatra responsável pelas unidades de Capinzal e Ouro e da Clínica Reviver de Ibicaré, é preciso quebrar o tabu sobre falar de suicido, uma vez que o acompanhamento e o tratamento preventivo podem evitar que uma vida seja ceifada.

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Guilherme ressalta ainda que uma pessoa que está com pensamentos suicidas dá sinais de seu descontentamento, e é muito importante que essas mensagens sejam entendias.

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O Psiquiatra afirma ainda que o ser humano é o único animal capaz de atentar contra a própria vida, ou seja, o suicídio deve ser levado a sério.

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Em meio à pandemia da COVID-19, um grande aumento foi registrado nos casos de ansiedade e depressão, além de aumento considerável no consumo de bebidas alcoólicas e substâncias psicoativas, o quais preocupam o médico.

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Mesmo no cenário atual, com os problemas oriundos da crise financeira ou de saúde, Guilherme acredita na vida, e afirma “a felicidade está em cada um de nós”.

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O CAPS é a prova de que é possível sim vencer a depressão, principalmente quando você permite receber a ajuda necessária. Para paciente Clarice Martinazzo, o CAPS foi literalmente a luz do fim do túnel, além do amparo nos momentos difíceis, Clarice revela que foi graças a entidade que descobriu o estimulo que faltava para finalizar os seus estudos e se formar na faculdade,

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Para a moradora de Capinzal Ana Lúcia Bandeira Boff, umas das maiores barreiras que teve de superar foi a de aceitar que precisava de ajuda. Ana chegou a tentar cometer suicido, e graças ao CAPS, hoje ela fala com orgulho de como superou esta situação.

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Já para a paciente da unidade I Microrregional de Ouro, Marlene Maria Grutzmann Tieppo, o CAPS foi o ponto de partida para uma renovação total, porém, Marlene ressalta que é extremamente importante que o tratamento seja mantido.

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Mesmo que a situação pareça não ter saída, mesmo que você pense que ninguém te entenda, acredite, você não está sozinho. O primeiro passo é aceitar que você precisa de ajuda, por este motivo, não tenha medo, procure alguém de sua confiança ou até mesmo os profissionais do CAPS, não haverá julgamento, mas você irá encontrar pessoas dispostas a te ajudar.

Fonte: Rádio Barriga Verde
Foto: Rádio Barriga Verde