Correspondente: Margot Andrioni informa como está a pandemia da Covid-19 na Europa

Às segundas-feiras a correspondente informal da Rádio Barriga Verde, a capinzalense Margot Andrioni que mora em Milão na Itália, nos atualiza com as informações relacionadas a pandemia mundial do Covid-19 nos países europeus.

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Covid – 13/09/2221

A situação aqui na Europa, em alguns países , começa a se estabilizar, como por exemplo na  Espanha e a situação da França melhora, em particular no Sul e na Córsega.

Na semana passada, no entanto, a maior porcentagem de novos casos em relação à população, ocorreu no sul da França e na parte norte da Irlanda. Essas regiões, junto com algumas províncias gregas, são as únicas coloridas em vermelho escuro ainda. Por outro lado, a situação se estabiliza na Espanha, como eu ja havia dito, e em Portugal, que pela segunda semana consecutiva ficaram em vermelho, enquanto os países da Europa do Leste permanecem em amarelo e alguns em verde.

A Dinamarca cancelou  todas as medidas anti-covid, sendo o primeiro país da Europa a tomar uma decisão semelhante, 75% da população residente e 95% dos idosos já foram vacinados com  a  2ª  dose. A Dinamarca pode fazer isso devido à política de vacinação altamente eficaz, testes de varredura em várias etapas, prevenção e disciplina coletiva. Chega de máscaras, certificados ou passes, a Dinamarca foi o primeiro país da Europa a revogar todas as restrições anti-Covid e voltar à vida normal. E Além da Dinamarca, a Suécia também anunciou o cancelamento de todas as medidas anti-Covid até 29 de setembro.    

Na Alemanha, a crise sanitária voltou a preocupar: apesar da campanha de vacinação que cobre 60% da população com a vacinação completa, os novos casos  voltaram a aumentar há algumas semanas, pois o ano escolar começou e as primeiras escolas reabriram há mais de um mês. A maior parte dos alunos voltaram às aulas em meados de agosto e mostram que o maior número de contágios são pessoas entre 10 e 19 anos. Antes das novas regras de quarentena, já mais de 30 mil alunos e cerca de 300 professores acabaram em isolamento por duas semanas.    

Na França as escolas reabriram no início deste mes de setembro e após 5 dias o Ministério da Educação informou que 545 salas de aula foram fechadas devido à Covid. Em porcentagem, porém, é apenas 0,1% das turmas.

O mesmo està ocorrendo no Reino Unido.  Milhões de alunos voltaram às salas de aula na Inglaterra e no País de Gales, na segunda-feira passada, em meio a temores de um aumento nos casos de Covid. A BBC informou que na última semana de agosto ocorreram mais de 300 casos por 100.000 habitantes entre jovens de 5 a 15 anos. Mas, na Escócia, o outro pais do Reino Unido, os alunos são obrigados a usar máscara, e já existem mais de 30 mil alunos que tiveram que voltar em DAD, ou seja, didática à distância novamente. Cerca de 8 a cada 10 alunos, estão em quarentena, pois tiveram um contato próximo com uma pessoa  positiva.     

Também na Suíça, por outro lado, a obrigação de usar máscara nas escolas foi suspensa. E com o reinício das escolas levou a um aumento de casos. Até o momento, mais de 50% dos contágios afetam pessoas com menos de 30 anos de idade.

Aqui na Itália esta semana,  os números continuam “estacionados”. Os novos casos ontem foram 4.664 contra 5.193 no sábado. A Média diária na última semana foi de 5.190 novos casos por dia. Obitos também tem uma média diária de 56 nesta semana. E Esta semana houve um declínio nas hospitalizações, e  neste momento temos  559 pessoas na UTI em toda a Itália, enquanto as hospitalizações normais são 4.113 ao todo. As regiões com mais casos hoje ainda são Sardenha, Sicília, Calábria, Basilicata, Toscana e Marche. Enquanto isso, graças à vacinação, os contágios estão diminuindo entre jovens de  15 e 24 anos. A excelente adesão à campanha entre os jovens é importante, principalmente na expectativa da reabertura das escolas que está acontecendo hoje dia 13, em grande parte aqui da Itália. A “imunidade de rebanho” já chegou a 72,44% calculado na primeira dose. A taxa de hospitalização dos últimos 30 dias para os não vacinados é aproximadamente nove vezes maior do que para os vacinados de ciclo completo. A taxa de mortalidade é quinze vezes maior nos não vacinados do que nos vacinados”.

Margot Andrioni